—Katleine você prestou atenção no que eu disse? — Katleine estava perdida em devaneios, su irmã a olhava com um princípio de fúria.
Katleine era a mais velha, era alta para a média de seu país, mas poderia ser considerada de uma altura normal em outros, possuía olhos puramente casatanhos e os cabelos de um castanho-escuro que em condições unicas de luz reluzia em tom avermelhado, também era branca de nascença, coisa que vinha tentando mudar em longas exposições ao sol. Kate era mais baixa, mais morena e loura, seus olhos eram um mesclado de verde e castanho acincentado. Eram diferentes, mas qualquer um que as olhassem não teriam dúvida, o formato dos olhos idênticos, levemente apertados nos cantos, a boca um pouco mais fina na parte superior, o formato do nariz, que parecia levemente inclinado para baixo, as sombracelhas levemente revoltosas, só poderiam ser irmãs. Uma pessoa desavidada poderia acreditar que eram irmãs gêmeas, mas havia aquela pequana diferença, um ano, um ano que não a impediram de passar quase toda a vida juntas.
—Katleine no que está pensando?! — naquela hora era Kate quem dava as ordens.
—É que, sabe roubar as jóias da nossa mãe, ela vai ficar furiosa quando descobrir.
Kate olhou-a com uma expressão que sugeria impaciencia.
—Eu não pretendo voltar para lá, nunca mais, você pretende?
—Não, mas mesmo assim...
—Veja isto — ela apontara para o pergaminho, com as duas partes coladas umas ás outras e protegido por um vidro — isto é um sinal, um sinal que temos um mundo por aí a descobrir, veja fomos convocadas por esta deusa, se não fosse isto como explica termos justamente nós duas pegarmos este pergaminho.
Katleine também pensava nisto, mas a educação que recebera do general (apelido "carinhoso" de seu pai) pesava em sua consciencia, coisa que aparentemente não acontecia com sua irmã.
—E mesmo assim eu já as vendi, arrumei nossas malas e comprei as passagens, vamos para a Grécia hoje a noite.
O trovão que arrebentou do lado de fora da pequena e atulhada casa de árvore onde as duas estavam não foi mais alto que o espanto da irmã mais velha.
—Mas como e os passaportes, o visto, a autorização de nossos pais.
Katleine tinha apenas 16 anos, Kate 15.
—Não se preocupe, com o seu corpo você pode se passar por maior de idade facilmente então eu só tive que falsificar o seu passaporte o resto já foi providenciado.
—Mas como?!
—Digamos que a mamãe tinha muitas jóias de valor memorável.
Kate muitas vezes supreendia sua irmã mais velha por sua astúcia e geniosidade, conhecia muita gente, principalmente pessoas do meio ilícito, coisa que sempre causara pesadelos em seu pai, era também a que mais estava envolvida com o plano de fuga. Tinha certeza absoluta que ra o destino delas seguir até aquela ilha na grécia, o lugar designado para a deusa estrangeira, Ahlenna, em dois meses de ivestigação descobrira um local suspeito de ser o local e definira rotas e planos para chegar até lá, cumpriria seu destinho; só faltava descobrir se sua irmã cumpria o dela.
—Então Kath, — aquele barulhinho com a lígua, Katleine não o suportava, por isso mesmo sua irmã quase sempre o usava para se dirigir à irmã — Não vai dar para trás agora.
—Claro que não! Vamos ir ao encontro dessa tal deusa.
Kate olhou fundo nos olhos de sua irmã e segurou seu rosto com as mãos.
—Não importa o que acontecer, você seguirá em frente, e cumprirá essa missão que nos foi dada.
—Mas é claro que sim! — Katleine estava decidida, mas sua irmã não tanto
—Mesmo se nossos pais descubram tudo, mesmo se um raio caia em nosso caminho você me promente que não vai dar pra trás, que não vai desistir!
—Eu juro que não! — Como Kate poderia pensar que ela desistiria depois de ter chegado tão longe?
—Promete?
—Prometo.
—Então vamos, é aconselhavel chegar no mínimo uma hora antes do voo, e é melhor sair daqui antes que nossos pais voltem para casa.
Katleine concordou imediatamente e colocou a capa de chuva. O vento uivava do lado de fora, aquela tempestade não havia dado trégua o dia inteiro, o anoitecer decididamente não a fazia parecer mais branda.
Juntas levavam duas mochilas e uma mala de carrinho, tudo providenciado por Kate, que achava sua irmã um pouco lerda para desempenhar este trabalho (organização de tudo), tudo estava devidamente protegido da chuva e as duas seguiram kate foi á frente, rindo, aquela fuga parecia a ela a coisa mais excitante do mundo, as ruas estavam desertas, exceto por um ou dois carros que passavam rapidamente. O aeroporto era próximo, cortando caminho pelo hospital municipal eram apenas 15 minutos de caminhada em um dia seco, a chuva as atrapalhava nesse ponto. Kate ia á frente, além do intuito de se mostrar na liderança, estava mais leve, sabia que sua irmã era mais forte e a encarregara de levar a mala, o passo lento de Katleine a irritava.
Com o brilho de um trovão Katleine percebeu a sombra de uma pessoa que se escondia na sombra de um pequeno edifício e de lá uma faísa muito rápida, acompanhada de um estalo baixo pôde ser vista. Tudo parecia muito lento, Kate bem á frente com o seu sorriso levemente arrogante no rosto sugerindo uma maior velocidade para sua irmã caiu de prontidão, Kateine lagou a mala e saiu correndo em direção à irmã, a água da chuva ao seu redor tigira-se de vermelho, seu sorriso morrera e seus olhos estavam esbugalhados de espanto, do meio de seu peito saía muito sangue.
—Dói... — foi tudo que saiu de seus lábios.
Katleine ergueu sua irmã, ela parecia misteriosamente leve, como se a força da primeira tivesse se multiplicado, um pensamento fixo tomava a mente da mais velha: " fique viva"
O quê era aquilo? Como? Por quê? Katleine não sabia, só sabia que sua irmã mais nova havia levado um tiro e que precisava de cuidados, antes que... avistou o hospital mas suas lágrimas quentes já se misturavam aos pingos gelados vindos da chuva, minutos antes sua irmã havia parado de se mexer, Katleine não precisava de confirmação, já havia assistido filmes demais, sabia que era tarde demais.
Deixou sua irmã inerte nos braços de um desnorteado enfermeiro ou médico que se dirigia a uma ambulancia e realmente se surpreendeu com a aparição da garorta na sua frente, antes de perguntar algo chamou ajuda imediatamente sua irmã foi levada, Katleine sabia que nunca mais a veria. As palavras dela ecoavam na sua mente.
"mesmo se um raio caia no nosso caminho você vai seguir em frente?"
"EU VOU"
Katleine fugiu quando um outro homem vestido de branco se dirigiu à ela obviamente a procura de explicações. Estava perto do aeroporto quando percebeu que ainda possuía a mala que sua irmã preparara, esta havia se prendido a um gancho preso à sua mochila gancho este quie havia sido aclopado á mochila por ela e cuja finalidade original era prender seus patins.
A chuva que lavara o sangue de sua irmã de sua capa de chuva se transformara em um chuvisco, até mesmo os céus pareciam entristecer com a morte de Kate, Katleine não se lembraria mais como foram aquelas horas, gestos mecanicos, pegar o passaporte seguir o guia checar as passagens, enxugou-se com uma toalha dada pela companhia de voo, esperou, embarcou, pequenas turbulencias, linguas estranhas pelo ar. A caminho do seu destino afinal, e só. Mas iria cumprir o seu juramento, agora mais que nunca, não haveria volta.
Nenhum comentário:
Postar um comentário