sábado, 22 de agosto de 2009

O conto da guardiã parte1

Katleine olhou feliz para sua irmã Kate.
As duas tinham acabado de voltar de uma longa viagem de intercâmbio, fazia apenas dois meses de volta ao país e tinham uma certeza na mente: Não dava mais para conviver com seus pais.
Era um pouco inconcebível. Não consegueriam voltar a viver aquela vida chata, vazia e predefenida não depois de descobrirem o mundo, não mais. Iriam fugir. Isto já era certo, mas agora, juntas, haviam descobrido um destino, e um motivo.
Katleine e Kate foram para países diferentes, com um oceano de distancia entre eles e a uma grande distancia de suas casas, nesses países pessoas diferentes as haviam dado um pedaço de pergaminho para elas, pessoas que aparentemente não possuiam ligação nenhuma entre si, o curioso seria que Katleine e kate voltaram para casa justamente com a parte que faltava em seus respectivos pergaminhos.
E justamente esse era o motivo da alegria, elas haviam acabado de conseguir traduzir o pergaminho, escrito em uma liguagem antiga da grecia. Este dizia:

"Chegamos a poucos séculos, fugimos de nossa bela terra de Launier, os agentes dele nos perseguiam, um atraso na nossa magia os fez chegar a este mundo antes de nós. A ilha do bravo povo do povo do império do sol nascente perecia sob o julgo dos agentes dele. Estávamos cansados feridos e desacostumados com este mundo recém descoberto por nós, mas estávamos preparados e fomos lutar. Nossa deusa gloriosa descia conosco para o campo de batalha, disse-nos para protegermos aquela terra, nosso exército livrava dos demonios dele cidade por cidade daquele estranho império. Os guerreiros do imperador se juntaram a nós e aprendemos muito com eles, eram geurreiros respeitáveis, mas inflexíveis.
Anos se passaram ate que pudemos afastar as criaturas dali, sob as ordens de nossa deusa sábia, vencemos aquela guerra, conseguimos aumentar consideravelmente nosso exército e a chance de poder voltarmos um dia. Após a última batalha tres pessoas apareceram da fumaça na nossa frente e disseram: Somos os deuses da guerra, da sabedoria e o deus supremo, nos surpreendemos contigo, ó deusa estrangeira, que livrou este povo desses inimigos que os massacrariam e pela luta justa. Gostaríamos que, como forma de premio por sua atuação, por favor aceite uma ilha perto de nossa terra.'
'Meu nome é Ahlena e sou a deusa da proteção, não fiz nada de tão surpreendente assim, não prescisam me tratar com esse extremo respeito, apenas segui minha natureza. Mas sim, eu aceito o teu presente, meu exército precisa de descanso e moradia.'
Essas palavras asseguram à deusa a nossa atual morada, de onde escrevo nossa breve história aqui no idioma local.
Nossa ilha é propriedade da nossa deusa e nenhum dos deuses deveriam se intrometer ali, mas nosso temeroso inimigo nos alcançou novamente, sua força ainda é pequena, mas mesmo assim creio que precisaremos de novos guardiões, guardiões que venham ao encontro da deusa, soldados dispostos a proteger esse mundo das garras dele."

As duas voltaram a se olhar e rir.
Alguma coisa dizia para elas que aquilo que havia em suas mãos não era uma história de ficção, mas sim uma janela par tudo aquilo que sonharam.

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